terça-feira, 17 de maio de 2011

Sol, praia, golfinho, Flórida


Conhecida pelas praias, mas principalmente por ser a casa da Walt Disney Worlld a Flórida recebe por volta de 40 milhões de visitantes por ano. O Estado é conhecido como lugar "onde todo mundo nasceu em outro lugar", por ser uma miscelânia cultural. A aparência moderna é fruto de uma história longa e rica. Até o século 16, a Flórida tinha uma grande população indígena, mas a colonização dizimou os índios, pela guerra e por doenças.

A Fórida produz mais de 70% das frutas cítricas consumidas hoje no país. O setor agropecuário foi, por anos, a principal fonte de renda. Hoje, o turismo ganha este status.

Jacksonville
A primeira povoação naquela zona chavama-se Cow Ford. Quando a Flórida se tornou um território dos Estados Unidos em 1821, Cow Ford mudou de nome para a atual Jacksonville, em honra ao presidente Andrew Jackson. A 9 de fevereiro de 1832, a legislatura estatal aprovou a constituição da cidade.
A cidade de Jacksonville é belíssima. A praia é muito tranquila, poucas pessoas(mesmo nos finais de semana). Deve ser porque a água, mesmo no calor, é muito fria!

Marineland
Na cidade de Marieland fomos visitar os golfinhos, num espaço de preservação. Eles se apresentam com saltos e manejo de bolas. Bem interssante! Os memíferos golfinhos vivem em grupos, alimentam-se de peixes, vivem de 20 à 35 anos e podem chegar aos 110kg. Eles podem mergulhar até 280 metros de profundiadade. Gostei demais de ver, conhecer um pouco mais e passar a mão nos dolphins. Mais: www.marineland.net/

Orlando - Universal Studios
Cores, música, tecnologia. Senti-me uma 'criança feliz' neste lugar. Todos os brinquedos usam uma tecnologia para desenvolver todos os sentidos. É demais, difícil descrever em palavras. Vale a pena!! Mais: www.universalorlando.com/

St. Augustine
É o mais antigo povoado europeu em terras da América do Norte que se manteve povoado. Fui visitar o Castillo de San Marcos, uma poderosa fortaleza
utilizada como defesa espanhola nos EUA. Um exemplo de arquitetura militar do século 16. A construção foi iniciada em 1672 pelos espanhóis quando Flórida era um território espanhol.

Um pouco sobre a cidade de Milwaukee


A cidade de Milwaukee, em Wisconsin, é um centro industrial e cervejeiro. De acordo com dados do censo 2010, a cidade de Milwaukee tem uma população de 594.833. Em um tratado, assinado pelos índios, na década de 1830 abriu-se área ao povoamento branco. A grande influência alemã data de chegada dos "Forty-Eighters" (os de 1848), revolucionários que fugiram da Alemanha. Na década de 1870 Milwaukee tinha seis jornais diários em alemão.

A tradição cervejeira está enraizada na cidade. As mais populares e responáveis por divulgar a cidade foram: Miller, Pabst, Blatz, Schlitz. A Miller Brewing Company é a única cervejaria importante ainda em funcionamento, mas a tradição foi tranferida ao time de baseboll da cidade que recebeu o nome de Brewers (cervejeiros).

Onde ir?

O Milwaukee Public Museum é um espaço dedicado à ciência e à história local. As atrações interativas com crianças contam com o maior crânio de dinossaouro do mundo e com um jardim tropical envidraçado, onde o visitante pode caminhar no meio de borboletas e mariposas.

À beira do lago está localizado o Milwaukee Art Museum, criado em 1888. O espaço dedicado à arte mentém um acervo de 20 mil peças, galerias renovadase um novo hall de entrada imponete projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Saiba mais: www.mam.org

Pela vista privilegiada, á margem do lago Michigan, a cidade recebe vários festivais. Entre eles, o mais conhecido, o summerfest - são 11 dias de uma mistura de culinária com música. Conheça: www.summerfest.com

A cidade também é conhecida por ser o berço' da Harley-Davidson e conta com um museu que promete ser uma viagem de nostalgia para os amantes da motocicleta.

Curiosidade - Em 1903 na pacata cidade de Milwaukee, dois jovens, resolvem instalar um motor num quadro de bicicleta, com a intenção de se locomover mais rapidamente e mais comodamente nas subidas. Estes dois jovens se chamavam Arthur Davidson e William S. Harley e certamente não sabiam que acabavam de criar um dos meios de transportes mais utilizados do mundo e uma das marcas mais cobiçadas pelos amantes de motocicletas, a Harley-Davidson.
Conheça mais sobre o museu: www.harley-davidson.com

Aqui estão algumas informações básicas sobre a cidade que estou aqui nos EUA. Farei um post individual assim que conhecer cada um desses lugares, ok?

domingo, 15 de maio de 2011

Um pedido, uma rosa


Em alguns momentos a solidão bate, a saída é encontrar caminhos para desviar o foco. Eu tive meu primeiro dia de saudade. Aquela que aperta o peito, dá um nó na garganta e vontade de chorar. Conversava com um amigo que me propôs a novena de Sta. Terezinha das Rosas. Idéia acolhida e iniciada no mesmo dia. Um sinal de que seu pedido será atendido é ganhar uma rosa. Pensei, num primeiro momento. Ganhar uma rosa de quem num lugar que não conheço ninguém! Neste mesmo dia fui à Chicago, casa de uma Au Pair brasileira que conheci no treinamento. No dia seguinte fui tomar banho e encontro uma das crianças. Ela é uma fofa, linda! Tem sindrome de down, é super carinhosa. Olhou pra mim, me abraçou e me deu uma rosa. Eu perguntei: This is for me? Ela: Yes! Mas neste momento não tinha caído minha ficha de que este seria um sinal do meu pedido na novena. No mesmo dia, a noite, conversando com um amigo contei da rosa. Na hora caiu a minha ficha. Tinha recebido uma rosa, de uma criança que mal me conhecia. Naquele momento levantei, fiquei trêmula, emocionada e arrepiada, da cabeça aos pés. O que falar? Certas coisas não se têm explicação lógica, nem matemática. É a fé! Acreditar em algo que não se vê, mas se sente! =)

Eu encontrarei, diariamente, motivos para evoluir...

Acordo as crianças, separo os uniformes e coloco o café da manhã na mesa. Seguimos para escola. Meu tempo livre. Vou até o correio para enviar uma carta à Au Pair in America. Descubro que o correio fica EXATAMENTE na rua do shopping...que triste! rs...fui até o shopping. Eram 9h36 e as lojas abriam as 10hs. Mesmo assim, resolvi entrar. Ambiente e som agradáveis. As pessoas fazem caminhada no shopping pela manhã. Comecei a andar e pensar na vida...em tudo o que eu já vivi, das minhas dificuldades com o idioma, minhas metas e escuto: - pai, essa é aquela loja da cadeira de massagem. Pensei: OPA, opa!! São brasileiros vou lá falar com eles, mas fiquei receosa porque na viagem de Orlando não tive boas recordações. A conversa foi assim. Cheguei com um sorriso estampado no rosto: OI, você é brasileira? Ela responde: Sim! (sem muita empolgação). Eu: Eu também! Ela faz uma cara de E??? hahahah...enfim...fiquei com medo de repeteco, mas não aguentei. Desta vez a receptividade foi grande e tenho certeza de que ali nasceu uma grande amizade. Ela é brasilera, de São Paulo capital e está nos EUA há 12 anos. É casada com americano e tem uma filha. Ficamos mais de uma hora no corredor do shopping conversando. Um amor de pessoa, mais um anjo enviado por Deus! Passou os contatos e se colocou a disposição para me ajudar em qualquer circunstância. Até me convidou para ir na sua casa! Saí daquela conversa mais leve e com um abraço verdadeiro de boa sorte!

Cada Au Pair tem a família que merece...

Você precisa de uma única coisa para conseguir uma família que você se identifique: FÉ!! Porque essa minha amiga vai te ajudar neste processo e na sua vida toda!

No primiero dia, encontro com a família, meu coração estava a mil. E não era por saber que estava em terras americanas, não (aliás, nunca tinha pensado nisso!) mas por saber que Deus tinha cuidado de tudo para mim. E cuidou, muito mais que eu meesma!

A casa é linda. Tenho um quarto e um banheiro que ficam no terceiro andar, portanto, mais isolado. Só tenho host mom (mãe das crianças), pois o marido dela faleceu em um acidente de carro. Ela tem dois carros e posso usar um nos meus dias de folga. Ela é médica, um amor de pessoa e meus anjos: Jacob, Dominic e Joseph me surpreendem a cada dia. Não têm aquela SUPER paciência, mas são muito educados, tenho que confessar.

Já chorei, sim! O mais novo não queria fazer a lição e jogou o caderno em mim. Estava na fase tpm sentimental. Fui no banheiro, chorei, e voltei. Cheia de força! Uma bobeira, mas acredite: aqui ficamos mais vulneráveis e uma coisinha se torna gigante...rs

Mas...eu só tenho que agradecer! Eu conheço algumas meninas com um inglês bom (o meu é um lixo!rs), mas que não consegue finalizar o processo por 'N' motivos. Eu consegui. Não sou melhor, nem pior que ninguém. Alguém em quem confio sonhou tudo isso para minha vida e eu estou aqui! Algumas pessoas, ao olhar para minha realidade, poderiam dizer: Ela não vai conseguir! A Érica sozinha não iria conseguir mesmo! Por isso não me canso de dizer: Acredite, tenha fé e esteja atenta aos sinais de Deus,

Não busque uma família perfeita. Seja você a Au Pair que busca ser melhor a cada dia!

Nem tudo são flores...

O aprendizado de ser Au Pair começa bem antes do primeiro contato com a família americana. Aos olhos de muitos pode parecer uma viagem a passeio (e algumas vezes, é!), mas a realidade é que deixamos família, amigos, namorado, bixo de estimação e até roupas prediletas...rs. O aprendizado de se fazer humilde diante de cada dificuldade é constante. Conhecer um novo país, novas pessoas, nova cultura, novo idioma. Nem tudo são flores...e por mais belas que sejam, têm espinhos. Não se faça frágil diante das dificuldades, porque sem dúvida te ajudarão a ser um ser humano mais forte!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Do treinamento para a prática


Na garganta, um nó. Um mistura de sentimentos. Nao sei nem definir o que senti no último dia de treinamento, mesmo dia que me encontrei com a família, chamada carinhosamente de host family. Sentia vontade de chorar, devia ser desespero! rs

Um adeus emocionado para as meninas brasileiras e um abraço de boa sorte nesta nova vida! Daquele momento a diante cada uma tomaria seu rumo, cada uma ia construir a sua história...passar por momentos únicos. Bons e ruins.

Fizemos um grupo no facebook para mantermos o contato e pra que cada uma pudesse expressar ali as aflições, alegrias...enfim...os momentos vividos nessa aventura!

Fui até o aeroporto e aguardei, quase que por duas horas, meu vôo. No aeroporto de Milwaukee meu coração parecia saltar pela boca. Sério!! rsrsr

Fui caminhando e pensando em tudo o que tinha vivido para estar ali e o que ainda iria viver...qdo fui surpreendida com um cartaz: ÉRICA! WELCOME TO MILWAUKEE. Estavam a host e duas das crianças. Recebi um abraço caloroso de boas vindas. No carro conversamos sobre vários assuntos. Entre eles, religiáo e, para minha surpresa, a família era católica e os meninos estudam em colégio católico. Me identifiquei de cara!

Quando chegamos na casa eles começaram a me apresentar os cômodos. Confesso que estava tão nervosa que mal conseguia prestar atenção. Vi que a casa era grande, mas só fui prestar atenção mesmo no dia seguinte.

Depois de carregar minhas malas até o terceiro andar pude ver meu quarto. Que lindo! Aconchegante! Me deram boa noite e fecharam a porta. Confeso que nao sabia se ria ou se chorava. Naquele momento me senti tão feliz, senti-me muito amada por Deus. Que Ele pensa em todos os detalhes. E, a cada dia, compreendo mais o trecho de uma música que diz: nada se compara ao que Deus tem para nós...